Como calculamos
Esta página explica de onde vêm os dados do Xhaves, como o backtest funciona e — principalmente — o que os números não mostram. Preferimos um número honesto a um número bonito.
Fontes de dados
| Dado | Fonte |
|---|---|
| Cotações e proventos | Yahoo Finance (B3), com cache local |
| Fundamentos (DRE, balanço, DFC) | CVM — Portal de Dados Abertos (DFP anual, ITR trimestral) |
| CDI e IPCA | Banco Central — séries SGS 12 e 433 |
| IBOV | Série oficial (IPEADATA) quando disponível; fallback BOVA11 |
Estamos migrando as cotações para uma fundação 100% oficial (B3 COTAHIST + CVM + IPEADATA), com preço ajustado reconstruído e universo sem viés de sobrevivência — incluindo empresas que saíram da bolsa. Essa fundação só entra no ar quando passa num gate quantitativo de fidelidade contra referência externa independente (hoje: ≥84% dos ativos com divergência de retorno menor que 5 pontos percentuais em 1 e 5 anos). Enquanto não passa, seguimos na fonte atual — e dizemos isso aqui.
O rodapé da home mostra a data do último pregão coberto. Dados de provedores públicos podem conter erros pontuais (eventos societários mal ajustados são a causa mais comum).
Point-in-time (sem olhar o futuro)
Toda análise histórica usa apenas informação que já era pública na data simulada. Um balanço do 3º trimestre só entra no cálculo depois da data estimada de publicação (data de referência + 45 dias para ITR, + 90 dias para DFP). Isso evita o erro mais comum de backtests: decidir no passado com dados que só sairiam no futuro (look-ahead bias).
Quando o 4º trimestre ainda não foi publicado isoladamente, ele é inferido (ano fiscal menos Q1+Q2+Q3) e marcado com asterisco na matriz do Zoom.
Como o backtest funciona
A simulação usa retornos mensais pré-computados por ativo (com proventos reinvestidos), carteira com pesos definidos por você (ou peso igual), e rebalanceamento opcional (trimestral, semestral ou anual). Os benchmarks aparecem lado a lado: IBOV, CDI e IMA-B — o alfa exibido é sempre contra essas réguas, em pontos percentuais.
O que o backtest NÃO inclui: corretagem, emolumentos, slippage, imposto de renda e custódia. Os retornos exibidos são brutos. Em estratégias com giro alto, custos reais podem consumir vários pontos percentuais ao ano — leve isso em conta antes de comparar com o CDI.
Resultados passados não garantem (nem sugerem) performance futura. O período padrão de 5 anos é uma janela curta: estratégias podem ir bem num regime de mercado e mal no seguinte.
Por que chamamos as estratégias de lentes
Rodamos um estudo interno com 15 anos de dados (2010–2026), universo sem viés de sobrevivência (incluindo empresas deslistadas), regras point-in-time e custos de transação realistas — 498 execuções ao todo. O resultado, que raramente se publica neste mercado: nenhuma das 9 estratégias bateu o Ibovespa líquido de custos de forma consistente entre regimes de mercado. Algumas vão muito bem em certos períodos e mal em outros.
Por isso não vendemos estratégia como promessa de retorno. Elas são lentes de análise: filtros fundamentalistas clássicos (Graham, Greenblatt, qualidade, dividendos…) que organizam o mercado sob um critério explícito, mostram as regras que aplicam e deixam você testar o histórico com as próprias datas. Servem para estudar — não para terceirizar a decisão.
Universo de ativos
A home e o screener cobrem o universo B3 com liquidez relevante (~220 ações, ordenadas por volume médio diário). O backtest de estratégias seleciona entre as ações com fundamentos CVM disponíveis na data simulada. Ativos sem balanço publicado (ETFs, BDRs, units recém-listadas) ficam fora da análise fundamentalista.
Novo por aqui? O Invest Essentials explica os conceitos básicos (e o glossário de termos).
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